O Manifesto tecnofascista da Palantir
A Palantir lançou na sua conta oficial do X (é claro) um manifesto ideológico, e cheio de contradições, que mais parece a carta de um atirador em massa minutos antes do ato. Vamos conversar sobre.
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A Palantir é uma empresa de análise de dados para aplicações logísticas e militares. Eles usam estatística e “IA” para, por exemplo, definir alvos militares em um conflito
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Por exemplo eles seriam responsáveis pelo sistemas Maven que, propositalmente ou por acidente, foi responsável pelo bombardeio da escola de menina no Irã e a morte de 170 inocentes
https://en.wikipedia.org/wiki/2026_Minab_school_attack
- Além disso possuem sistemas em parceria com Israel, ICE e policias locais nos EUA.
- É uma “spinoff” do Paypal fundada por Peter Thiel, visto aqui com seu amigão Elon Musk antes de ir pra Turquia colocar implante capilar

- Também fazem parte da infraestrutura digital de vários países, inclusive no FNDE aqui no Brasil… por quê? Essa vocês vão ter que perguntar para A Serpro (é a empresa né?) e para o pessoal que fechou um contrato pra revender os serviços da Palantir aqui no Brasil
- Inclusive ex funcionários da Serpro que foram trabalhar na Palantir logo antes desse contrato sair. Nada suspeito :)
- Tem muito mais para falar sobre eles, mas nós vamos falar isso baseado num react aos pontos do manifesto, provavelmente escrito por Alex Karp em conjunto com o ChatGPT às 4 da manhã depois de ter dado vários raios
- Na realidade isso é baseado num livro ‘The Technological Republic’ que ele publicou ano passado (a cara realmente acha que ele é Platão)

- O Vale do Silício tem uma dívida moral com o país que tornou possível seu surgimento. A elite da engenharia do Vale do Silício tem a obrigação de participar da defesa da nação.
- Devemos nos rebelar contra a tirania dos aplicativos. O iPhone é a nossa maior conquista criativa, senão a maior, como civilização? O aparelho mudou nossas vidas, mas também pode estar limitando e restringindo nossa percepção do que é possível.
- E-mail gratuito não basta. A decadência de uma cultura ou civilização, e de fato de sua classe dominante, só será perdoada se essa cultura for capaz de proporcionar crescimento econômico e segurança para o público.
- Os limites do poder brando, da retórica eloquente por si só, foram expostos. A capacidade de sociedades livres e democráticas prevalecerem exige algo mais do que apelo moral. Exige poder coercitivo, e o poder coercitivo neste século será construído sobre software.
- A questão não é se armas de IA serão construídas; é quem as construirá e com qual propósito. Nossos adversários não hesitarão em debates teatrais sobre os méritos do desenvolvimento de tecnologias com aplicações militares e de segurança nacional críticas. Eles prosseguirão.
- O serviço nacional deveria ser um dever universal. Como sociedade, devemos considerar seriamente a possibilidade de abandonar um modelo de forças armadas totalmente voluntárias e só entrar na próxima guerra se todos compartilharem os riscos e os custos.
- Se um fuzileiro naval americano pedir um fuzil melhor, devemos construí-lo; o mesmo vale para softwares. Como país, devemos ser capazes de continuar debatendo a adequação de ações militares no exterior, mantendo-nos firmes em nosso compromisso com aqueles a quem pedimos que se exponham ao perigo.
- Servidores públicos não precisam ser nossos sacerdotes. Qualquer empresa que remunerasse seus funcionários da mesma forma que o governo federal remunera os servidores públicos teria dificuldades para sobreviver.
- Devemos demonstrar muito mais benevolência para com aqueles que se submeteram à vida pública. A erradicação de qualquer espaço para o perdão — o abandono de qualquer tolerância às complexidades e contradições da psique humana — pode nos deixar com um grupo de personagens no comando que iremos lamentar.
- A psicologização da política moderna está nos desviando do caminho certo. Aqueles que buscam na arena política nutrir sua alma e senso de identidade, que dependem demais da expressão de sua vida interior em pessoas que talvez nunca conheçam, ficarão desapontados.
- Nossa sociedade tornou-se ansiosa demais para apressar, e muitas vezes se alegra com, a derrota de seus inimigos. A vitória sobre um oponente é um momento para pausar, não para se alegrar.
- A era atômica está chegando ao fim. Uma era de dissuasão, a era atômica, está terminando, e uma nova era de dissuasão baseada em inteligência artificial está prestes a começar.
- Nenhum outro país na história do mundo promoveu valores progressistas mais do que este. Os Estados Unidos estão longe da perfeição. Mas é fácil esquecer quantas oportunidades existem neste país para aqueles que não pertencem às elites hereditárias, em comparação com qualquer outra nação do planeta.
- O poder americano possibilitou uma paz extraordinariamente longa. Muitos se esqueceram, ou talvez considerem como certo, que quase um século de alguma forma de paz prevaleceu no mundo sem um conflito militar entre grandes potências. Pelo menos três gerações — bilhões de pessoas, seus filhos e agora netos — nunca conheceram uma guerra mundial.
- O enfraquecimento da Alemanha e do Japão no pós-guerra precisa ser desfeito. O desarmamento da Alemanha foi uma correção exagerada pela qual a Europa agora paga um preço alto. Um compromisso semelhante e altamente teatral com o pacifismo japonês, se mantido, também ameaçará alterar o equilíbrio de poder na Ásia.
- Devemos aplaudir aqueles que tentam construir onde o mercado falhou. A cultura quase zomba do interesse de Musk em grandes narrativas, como se os bilionários devessem simplesmente se manter em sua esfera de enriquecimento pessoal. Qualquer curiosidade ou interesse genuíno no valor do que ele criou é essencialmente descartado, ou talvez se esconda sob um desprezo mal disfarçado.
- O Vale do Silício deve desempenhar um papel no combate à violência. Muitos políticos nos Estados Unidos têm simplesmente dado de ombros quando se trata de violência, abandonando qualquer esforço sério para resolver o problema ou assumindo qualquer risco com seus eleitores ou doadores ao buscar soluções e experimentos no que deveria ser uma tentativa desesperada de salvar vidas.
- A exposição implacável da vida privada de figuras públicas afasta talentos demais do serviço público. A esfera pública — e os ataques superficiais e mesquinhos contra aqueles que ousam fazer algo além de enriquecer a si mesmos — tornou-se tão implacável que a república ficou com uma lista significativa de indivíduos ineficazes e vazios, cuja ambição seria perdoável se houvesse alguma estrutura de crença genuína escondida neles.
- A cautela na vida pública que, sem percebermos, incentivamos é corrosiva. Aqueles que não dizem nada de errado, muitas vezes não dizem quase nada.
- A intolerância generalizada à crença religiosa em certos círculos deve ser combatida. A intolerância da elite à crença religiosa é talvez um dos sinais mais reveladores de que seu projeto político constitui um movimento intelectual menos aberto do que muitos dentro dele afirmam.
- Algumas culturas produziram avanços vitais; outras permanecem disfuncionais e regressivas. Todas as culturas agora são iguais. Críticas e juízos de valor são proibidos. No entanto, esse novo dogma encobre o fato de que certas culturas e, de fato, subculturas... produziram maravilhas. Outras se mostraram medianas e, pior, regressivas e prejudiciais.
- Devemos resistir à tentação superficial de um pluralismo vazio e oco. Nós, na América e, de forma mais ampla, no Ocidente, resistimos, durante o último meio século, a definir culturas nacionais em nome da inclusão. Mas inclusão em quê?
Palantir sendo explícita
A Palantir existe para servir o ocidente… assustar e eventualmente matar nossos inimigos
https://youtu.be/G5gC_fParbY?si=M_XiGzgogYExdYft&t=46
A Palantir faz execussões em massa serem extremamente eficientes
https://www.youtube.com/shorts/thPGx5aiB14
Palantir foi criada para matar comunistas