Meta e o trabalho 'dos mortos'

Um espectro ronda a internet: o espectro dos influenciadores que já morreram, mas o Mark Zuckerberg vai botar pra trabalhar nas redes sociais dele.

  • Primeiramente queria dizer que eu me inspirei nesse vídeo do canal 'Programação Dinâmica' pra fazer esse vídeo. Vou fazer de novo essa tabelinha aqui com o Hallison.

Meta estuda IA que simula atividade do usuário nas redes sociais mesmo após sua morte: o modelo manteria interações como curtidas, comentários, respostas a mensagens e simulação de chamadas de áudio e vídeo, sendo treinado com dados sobre o comportamento daquela pessoa no Instagram e Facebook. Especialistas, entretanto, alertam que a solução pode impactar o processo humano de luto. As informações são do site Business Insider.

https://futurism.com/future-society/meta-patented-ai-die-keeps-posting

“O modelo de linguagem pode ser usado para simular o usuário quando ele estiver ausente do sistema de rede social, por exemplo, quando o usuário faz uma longa pausa ou se ele falecer”, diz a patente arrepiante, que lista o diretor de tecnologia da empresa, Andrew Bosworth, como o principal autor.

No entanto, a discussão parece ter mudado drasticamente nos últimos três anos, especialmente agora que a inteligência artificial se infiltrou e praticamente assumiu o controle de plataformas como Facebook e Instagram: a Meta agora afirma ter desistido do conceito sepulcral.

“Não temos planos de prosseguir com este exemplo”, disse um porta-voz à Business Insider.

  • E já falamos muitas vezes sobre como essas ferramentas são usadas para substituir nosso trabalho "repetitivo". Porém que, por exemplo, pros artistas e influenciadores o que aparentemente não é substituível é essa "alma". O elemento único e individual de cada um fazendo esse trabalho.
  • Mas mesmo assim a empresa vai fazer né gente...
  • No mais novo roteiro que eu tenho discutido com a Biana a gente tá falando sobre o trabalho vivo VS trabalho morto.
  • Como existe uma tendência ao investimento em máquinas e tecnologias, que amplificam o trabalho humano e uma tendência à diminuição do componente do trabalho vivo, o trabalho humano que é a variável na equação.
    • Nós vamos trocar uma rede social como ecossistema de criadores, moderadores e público por potencialmente uma rede social apenas de genIA e consumidores
    • O trabalho de todo um ecossistema de influenciador e artistas, por alguns cargos "técnicos" que dão manutenção a modelos de IA.
  • E isso me traz de volta ao vídeo do Hallison. Ele está comentando como existe esse fenômeno da valorização do 'não humano' sobre o 'humano'
  • E eu não tenho certeza tá, mas eu fiquei pensando se isso não te a ver com a necessidade do capital inclusive nos convencer de que o 'trabalho morto', as máquinas, as IAs e automações. São esse DEUS que trabalha sozinho e não precisa de nós e disso decorre a ideologia padrão pró tecnologia I LOVE YOU 2000. Tá ligado?
  • Só pensando pensamentos e trazendo mais uma daquelas notícias distópicas que o Teclinhas adora jogar no colo de vocês. Flw