O golpe dos EUA está aí…

As eleições estão chegando e está ficando cada vez mais claro que existe um movimento golpista sendo articulado nos EUA e essa eleição é a decisão se vamos ter um presidente, na figura do Lula, ou o Flávio Bolsonaro como um proxy de Donald Trump. Mas isso tudo vai muito além da eleição.

Veja também no canal:

  • Querem mais textos e análises?

    https://soberana.tv/portal/

  • Todo mundo que tá ligado sabe que a eleição do Flávio Bolsonaro vai significar um desmonte da nossa soberania digital e semana passada a sua equipe indicou o desejo de novamente fechar a CEITEC:

https://convergenciadigital.com.br/governo/ceitec-estatal-de-semicondutores-entra-de-novo-em-risco-de-extincao/

  • Além de entregar as nossas terras raras de bandeja:

https://www.cnnbrasil.com.br/politica/flavio-diz-que-brasil-e-solucao-para-eua-ter-minerais-de-terras-raras/

  • Só que nesse vídeo a gente vai tentar explicar como o plano dos EUA é muito maior do que só “eleger Flávio B.” e só o Lulinha na causa não vai resolver.
  • Essa semana a gente teve que começar com mais essa:

https://cbn.globo.com/politica/noticia/2026/09/22/as-vesperas-da-eleicao-eua-buscam-professor-de-portugues-para-ensino-a-militares-e-profissionais-do-governo.ghtml

https://www.instagram.com/p/DdmYeRuDa-J/

https://bilingualjobs.io/jobs/instructor-ascensus-global-inc-850063045aae99e0

We are seeking a highly qualified Brazilian Portuguese Language Instructor with proven experience in Portuguese - English interpretation to support a specialized training program. The ideal candidate will have prior experience teaching military personnel and/or government professionals and will be responsible for both language instruction and integrated interpretation and translation activities.

The program will run during October and November 2026 for three weeks: one week virtually and two weeks in-person in Montgomery, Alabama. All travel expenses will be covered for the selected candidate. ✈️

  • E nesse momento os EUA juntamente com a direita estão fazendo o cerco da América Latina:

https://www.cartacapital.com.br/mundo/paises-da-america-latina-e-caribe-seguem-eua-e-classificam-pcc-e-cv-como-terroristas/

Entre as ações previstas estão o congelamento de ativos, restrições de imigração e de concessão de vistos a integrantes, associados e apoiadores dos grupos e a responsabilização criminal de pessoas que forneçam conscientemente apoio material ou logístico às organizações

Além dos norte-americanos, assinam o documento Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago

  • Nós literalmente temos um exemplo de como isso funciona na prática e acontecendo “mesmo na Itália”. Será que não poderia acontecer aqui no “quintal” dos EUA?
  • Pra entender o problema disso aqui Já deveria ser suficiente ter 2 neurônios que conversam entre si, mas vamos responder objeções comuns:

    • “A esquerda tem que parar de defender bandido!”: Em primeiro lugar se a repressão e o punitivismo funcionassem a gente poderia conversar, mas nenhuma análise séria mostra isso. A desigualdade social é o maior indicador pra criminalidade e a direita está se aproveitando do seu cérebro de lagarto pra defender o dinheiro de bilionário
    • “Tem que ter tolerância zero com grupos como PCC/CV”: Na teoria isso parece fazer sentido, porém eles não são grupos terroristas pela definição LEGAL e a definição LEGAL de terrorismo permite os EUA interferirem com sanções e militarmente nos países
  • Isso é uma preocupação para todo mundo, mesmo que sem “pretensões políticas”. Sanções ao Brasil podem, por exemplo, impedir você de receber dinheiro em plataformas de big techs como Google, Meta, Amazon. E os perigos podem se estender mesmo a serviços 100% operados por brasileiros. Como?

  • Nossas infraestruturas tecnológicas estão hospedadas em grande parte em servidores dos EUA, mesmo as ditas nuvens soberanas da SERPRO. Vocês sabem o que é o Cloud Act?

https://vermelho.org.br/2025/06/24/cloud-act-quando-a-soberania-digital-vira-refem-dos-estados-unidos/

Isso significa que, mesmo que um dado esteja fisicamente armazenado em um servidor localizado no Brasil, na Alemanha ou na Índia, basta que ele esteja vinculado a uma dessas empresas para que possa ser acessado por autoridades dos Estados Unidos mediante uma simples ordem judicial. Ou seja, a localização física da informação deixa de ser relevante, o que importa é a nacionalidade da empresa que controla esse dado.

Além disso, como as grandes corporações tecnológicas que dominam a internet global estão majoritariamente sediadas nos EUA, a aplicação do Cloud Act não é uma exceção: é a regra. A maioria dos dados do mundo, pessoais, corporativos ou até governamentais, circula por serviços ligados a essas empresas. Isso confere aos Estados Unidos uma vantagem informacional inédita, consolidando um novo tipo de poder: o poder de acessar e controlar dados alheios sob justificativa legal própria.

  • Isso significa que na prática os EUA tem uma espada pendurada sob nosso pescoço o tempo inteiro e ele cada vez mais dá sinais de usá-la. Como fez contra a Venezuela, Irã e também a União Europeia:

https://www.computerweekly.com/opinion/Microsofts-ICC-email-block-reignites-European-data-sovereignty-concerns

https://www.theguardian.com/us-news/2026/may/13/un-francesca-albanese-sanctions

  • Pra finalizar, nós precisamos entender que existe um campo da esquerda que está muito focado nas solucões institucionais, nas eleições e nos tribunais. Entendam:

    • Os candidatos da “Lei e da Ordem” no Brasil, na América Latina, nos EUA e na Europa na realidade são adeptos da “Lei do Mais forte” e nenhum tribunal ou cargo vai nos salvar disso
    • A eleição do Lula não é uma solução permanente para o imperialismo que nos assola e se rifarmos a organização da classe trabalhadora em prol dessa eleição nós estaremos menos preparados
    • O objetivo dos comunistas não pode ser simplesmente obter uma cadeira no parlamento e esse roteiro demonstra exatamente como essas táticas podem ser neutralizadas.
  • Não se esqueçam que esse é o Lula que temos hoje

Até o momento, o governo não se posicionou oficialmente sobre o relatório da Abin, mas na última quarta-feira, durante evento em Ceilândia, no Distrito Federal, o presidente Lula chegou a afirmar que pretende se reunir com Trump durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, que acontece em Nova Iorque na próxima semana, para pedir que o presidente dos Estados Unidos não interfira nas eleições brasileiras.